Nunca conheci antes ninguém tão pequeno e tão grande.
Minto, talvez a Céu Gaspar, a que me ofereceu na faculdade o papalagui, assinado por toda a turma e professores.
Tu, como ela tens ainda maior que ela algo gigante: o coração.
Mas existem corações grandes em muitos de nós. A questão é a forma com lidas com ele, como o teu cérebro viaja em conjunto com ele e como constróis uma realidade simples que te basta, quando o teu cérebro visionário vê muito mais que isso.
Outra coisa apaixonante em ti, são os olhos. Já o referi algumas vezes: nunca conheci alguém que mexa assim os olhos excepto há pouco tempo mais uma pessoa, embora mais lentamente - o meu filho.
Sempre admirei o cérebro humano, desde as minhas primeiras leituras sobre Broca e outros. Procurava-o e ainda procuro nos cientistas e filósofos do ocidente e do oriente.
Alguns cérebros são no entanto como aqueles relógios suíços, para os quais ficamos apenas a olhar e a contemplar. Como um campo de Cevada. É assim o teu, em todo o conjunto, Por isso ficas guardada aqui, nos meus campos de cevada, nas coisas e pessoas que se não existisses e eu tivesse uma oportunidade e as conseguisse imaginar, as pediria a um ser qualquer que fosse capaz de ser criador.