Sei o cheiro dos teus cabelos,
sei que quando não os consigo cheirar,
cheiram sempre diferente,
e isso apoquenta-me e faz-me sonhar.
Quando o apanhas dá vontade,
como uma criança,
de enredar os dedos, e brincar.
Quando o soltas,
fico apenas a olhar, num olhar de relance,
rápido, que depois fica
a saborear.
Sei que quando soltas o teu rosto,
daquele ar firme e sério,
acho graça, sem o saber explicar.
Admiro os teus seios pois sei,
de olhos fechados, que as minhas mãos
em concha os encaixariam na perfeição.
Sei das tuas costas, que duas mãos esticadas
chegariam para as massajar na totalidade
com movimentos verticais
de alto a baixo.
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