domingo, 26 de dezembro de 2021

Pouco sei

 Sei o cheiro dos teus cabelos,

sei que quando não os consigo cheirar,

cheiram sempre diferente,

e isso apoquenta-me e faz-me sonhar.

Quando o apanhas dá vontade,

como uma criança,

de enredar os dedos, e brincar.

Quando o soltas,

fico apenas a olhar, num olhar de relance,

rápido, que depois fica

a saborear.

Sei que quando soltas o teu rosto,

daquele ar firme e sério,

acho graça, sem o saber explicar.

Admiro os teus seios pois sei,

de olhos fechados, que as minhas mãos

em concha os encaixariam na perfeição.

Sei das tuas costas, que duas mãos esticadas

chegariam para as massajar na totalidade

com movimentos verticais

de alto a baixo.


Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.

Como em Tempos

 Como em tempos, lembro-me de alguém dizer, conheci alguém quase como tu, e parece tê-lo ouvido de novo. Como em tempos senti que não precis...