Como em tempos, lembro-me de alguém dizer,
conheci alguém quase como tu,
e parece tê-lo ouvido de novo.
Como em tempos senti
que não precisava de esperar um segundo
para me arrepender
de o não ter feito,
não ter descoberto um mar de pele
no teu rosto.
Enraivecido por uma só vida,
por um só mundo,
pelas areias movediças,
as regras,
que nos desprendem
dos sentidos
e nos deixam a sentir
nada.
Um dia, talvez,
um dia talvez,
talvez nunca,
miserávelmente.
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