sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Quando Olho, fecho os olhos


Quando olho para ti,
fecho os olhos,
para guardar bem fundo
o que vejo,
e mais,
o que sinto:
sinto coisas que ninguém sente
diferente dos outros,
de toda a gente,
e que o AMOR é fácil.
É fácil pois sinto-te por dentro
quando moves nervosa
partes
do teu rosto,
a pedir uma mão,
grande e quente.
É fácil porque quando falas,
os teu olhos mexem,
aparentemente apenas,
descontrolados,
saltando entre recordações
e sonhos.
E todo o teu corpo fala.
E todo o teu corpo cala.
Fala do que merece,
ou do que penso
que merece:
dedos ternos que naveguem,
só para sentires,
toque na tua pele,
diferente.
Lábios que mordam,
devagar;
Dedos que remexam,
nos teus cabelos,
como nunca nenhuma
criança brincou;
sentires que és única.
Cala que fácil
estremece, como cordas
de uma harpa,
cala que essas mãos pequenas,
sentem
e as mãos,
são apenas duas asas
para o desejo voar,
por sítios que se calhar
não conheces.
É fácil porque a tua alma,
a mente ou que nome lhe dês,
desperta na que eu conheço,
algo que até tenho medo
de pensar.
E eu não tenho medo de nada,
a não ser de poços fundos.
E não és um poço,
és uma espiral,
que sobe ao universo,
e do universo,
só vem luz e energia.
Quando uma criança,
olha para cima,
para o céu,
uma estrela,
o universo,
quer ser astronauta.
Este campo, é para ti.
(Privado, sem público, para escreveres nele também.)

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